Quem passar pela Avenida Paulista neste fim de semana pode conhecer um lugar que, até poucos dias atrás, simplesmente não fazia parte do percurso do público. O MASP abriu a nova passagem subterrânea que conecta o edifício Lina Bo Bardi ao edifício Pietro Maria Bardi, permitindo circular entre os dois prédios sem voltar à avenida. Mas seria pouco interessante construir apenas um corredor. Então o MASP transformou o caminho em obra. O túnel que não quis parecer túnel A artista Beatriz Milhazes criou para o espaço Pietrolina, uma intervenção permanente que acompanha a travessia com pintura, cor e superfícies reflexivas. A obra soma 98 metros de intervenção artística — cerca de 60 metros de pintura e outros 38 metros de elementos reflexivos — dentro de uma passagem física de aproximadamente 50 metros. O projeto levou mais de dois anos de desenvolvimento e três meses de execução, utilizando 33 cores de tinta acrílica.

Dois prédios. Agora, um único museu

A passagem tem também uma importância arquitetônica. De um lado está o edifício suspenso concebido por Lina Bo Bardi, inaugurado em 1968 e transformado em um dos símbolos da Avenida Paulista. Do outro, o novo Edifício Pietro Maria Bardi, inaugurado em 2025. Até agora, eram duas construções do mesmo museu separadas pela rua. A nova ligação subterrânea finalmente permite que funcionem fisicamente como um único complexo. E talvez esteja justamente aí o charme de Pietrolina: um espaço criado apenas para levar alguém de um prédio ao outro ganhou uma razão para fazer o visitante andar mais devagar.

OAK DICA DE FIM DE SEMANA

O quê: Pietrolina, de Beatriz Milhazes, e nova passagem subterrânea do MASP Onde: MASP — Avenida Paulista, São Paulo Artista: Beatriz Milhazes Obra: permanente Inauguração ao público: 11 de setembro de 2026 Boa para: arte, arquitetura, fotografia e um passeio pela Paulista

O MASP inaugurou uma nova passagem subterrânea entre seus dois edifícios, ocupada por Pietrolina, obra permanente de Beatriz Milhazes.