O LUXO DE NÃO PRECISAR PARECER NOVO

Existe uma tentação quase inevitável quando uma fabricante cria seu primeiro automóvel elétrico: mostrar que ele é elétrico. Grades desaparecem. Painéis ganham telas. Maçanetas somem. O interior começa a parecer a cabine de algo que ainda não foi inventado. Durante boa parte da última década, eletrificação e futurismo foram tratados pela indústria automobilística como se fossem a mesma coisa. A Range Rover resolveu fazer quase o contrário. O primeiro Range Rover Electric de produção mantém uma proximidade visual tão grande com as versões a combustão e híbrida que Rachel Hogg, responsável global pelo programa de produção do modelo, contou à Autocar que a empresa praticamente não precisou camuflar os protótipos durante o desenvolvimento. Não é falta de ambição. É a ambição colocada em outro lugar. Sob uma carroceria deliberadamente familiar existe uma bateria de 120 kWh, dois motores elétricos, tração integral, 542 cv e 627 lb-ft de torque — cerca de 850 Nm. A autonomia homologada projetada pelo ciclo WLTP chega a 372 milhas, aproximadamente 599 quilômetros. A própria JLR estima algo próximo de 330 milhas em condições reais. E então aparece o número mais difícil de ignorar: 2.885 kg. Quase três toneladas. Ainda assim, a missão estabelecida pelos engenheiros não foi fazer o Range Rover Electric dirigir como um grande SUV elétrico. Foi fazer com que ele continuasse dirigindo como um Range Rover. Talvez seja justamente aí que esteja a parte mais interessante desta história. Porque luxo, às vezes, não consiste em mostrar ao cliente tudo aquilo que você mudou. Consiste em mudar quase tudo — sem obrigá-lo a perceber.

SER ELÉTRICO VEM DEPOIS

A própria Range Rover encontrou uma frase quase perfeita para explicar o projeto: “Range Rover first, Electric second.” Primeiro, um Range Rover. Depois, elétrico. Isso ajuda a entender por que a transformação visual foi tão contida. A grade recebeu tratamento aerodinâmico, as rodas foram otimizadas e a parte inferior da carroceria mudou para reduzir resistência ao ar. Mas não houve a tentativa de inventar uma nova linguagem apenas para anunciar que agora existem baterias sob o piso. Até dentro da cabine essa decisão aparece. Sem eixo de transmissão atravessando o automóvel, os engenheiros poderiam ter criado um piso completamente plano e reorganizado o interior. Não fizeram. Simon Fairbrother, responsável pelo programa do Range Rover Electric, explicou à Autocar que não havia necessidade: os clientes já gostam da arquitetura interna do Range Rover. Parece uma decisão pequena. Não é. Durante anos, a indústria vendeu o automóvel elétrico como uma ruptura. O cliente precisava olhar para ele e perceber imediatamente que estava diante do futuro. A Range Rover parece apostar que seu consumidor não precisa disso. Ele já comprou o símbolo. O que a eletrificação precisa fazer é melhorá-lo sem descaracterizá-lo. E talvez o motor elétrico combine particularmente bem com aquilo que um Range Rover sempre tentou oferecer. Não apenas desempenho, mas silêncio, isolamento e a sensação de que velocidade e esforço são coisas que acontecem longe dos ocupantes. A nova versão entrega 550 PS, 850 Nm de torque e 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Mas o dado mais interessante talvez seja outro: a propulsão elétrica permite reduzir ainda mais ruídos e vibrações dentro da cabine. Para uma marca que há décadas vende a ideia de viajar separado do mundo exterior, retirar o motor a combustão pode ser menos uma concessão ambiental e mais uma evolução natural do produto. É uma diferença importante. Há carros elétricos que tentam convencer o proprietário de que ele está dirigindo o futuro. O Range Rover Electric tenta convencê-lo de que continua dirigindo um Range Rover.

A própria Range Rover encontrou uma frase quase perfeita para explicar o projeto: “Range Rover first, Electric second.” Primeiro, um Range Rover. Depois, elétrico. Isso ajuda a entender por que a transformação visual foi tão contida. A grade recebeu tratamento aerodinâmico, as rodas foram otimizadas e a parte inferior da carroceria mudou para reduzir resistência ao ar. Mas não houve a tentativa de inventar uma nova linguagem apenas para anunciar que agora existem baterias sob o piso. Até dentro da cabine essa decisão aparece. Sem eixo de transmissão atravessando o automóvel, os engenheiros poderiam ter criado um piso completamente plano e reorganizado o interior. Não fizeram. Simon Fairbrother, responsável pelo programa do Range Rover Electric, explicou à Autocar que não havia necessidade: os clientes já gostam da arquitetura interna do Range Rover. Parece uma decisão pequena. Não é. Durante anos, a indústria vendeu o automóvel elétrico como uma ruptura. O cliente precisava olhar para ele e perceber imediatamente que estava diante do futuro. A Range Rover parece apostar que seu consumidor não precisa disso. Ele já comprou o símbolo. O que a eletrificação precisa fazer é melhorá-lo sem descaracterizá-lo. E talvez o motor elétrico combine particularmente bem com aquilo que um Range Rover sempre tentou oferecer. Não apenas desempenho, mas silêncio, isolamento e a sensação de que velocidade e esforço são coisas que acontecem longe dos ocupantes. A nova versão entrega 550 PS, 850 Nm de torque e 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. Mas o dado mais interessante talvez seja outro: a propulsão elétrica permite reduzir ainda mais ruídos e vibrações dentro da cabine. Para uma marca que há décadas vende a ideia de viajar separado do mundo exterior, retirar o motor a combustão pode ser menos uma concessão ambiental e mais uma evolução natural do produto. É uma diferença importante. Há carros elétricos que tentam convencer o proprietário de que ele está dirigindo o futuro. O Range Rover Electric tenta convencê-lo de que continua dirigindo um Range Rover.

QUASE TRÊS TONELADAS. E AINDA PRECISA SER UM RANGE ROVER.

Há uma contradição interessante no Range Rover Electric. É perfeitamente possível que boa parte de seus proprietários jamais atravesse um rio com ele. Ainda assim, a engenharia foi obrigada a garantir que, se alguém decidir fazer isso, o carro seja capaz. O elétrico consegue enfrentar até 900 milímetros de água — a mesma profundidade declarada para versões eletrificadas da família — e rebocar até 2.500 kg. A marca afirma ainda que ele sobe inclinações e atravessa cursos d’água em níveis superiores aos de outros SUVs elétricos de luxo considerados em sua comparação. Isso é particularmente complicado quando existe uma enorme bateria instalada justamente sob os ocupantes. São 344 células de níquel-manganês-cobalto, organizadas em dois níveis dentro do pacote. A parte inferior do automóvel precisou ser redesenhada para proteger esse conjunto sem comprometer a capacidade fora de estrada. E a eletrônica também teve de aprender a fazer off-road. O sistema Intelligent Torque Management consegue alterar a distribuição de torque em aproximadamente cinco milissegundos. Segundo a Range Rover, a resposta é até 100 vezes mais rápida que a de um sistema convencional. O modo de condução com um pedal também foi integrado ao Terrain Response, permitindo controlar o carro em determinados terrenos sem alternar constantemente entre acelerador e freio. É aqui que aparece um detalhe revelador do tamanho do projeto. A Range Rover afirma ter registrado mais patentes no desenvolvimento deste elétrico do que em qualquer Range Rover anterior. Tudo isso para produzir um automóvel que, parado diante de um hotel em Londres, pode passar quase despercebido como novidade. Parece contraditório. Mas talvez seja exatamente o ponto. Porque a capacidade off-road de um Range Rover há muito deixou de ser apenas uma função. Ela faz parte de sua identidade. Um relógio de mergulho de luxo não deixa de precisar resistir a centenas de metros de profundidade porque seu proprietário provavelmente nunca passará da piscina do hotel. Da mesma maneira, um Range Rover não pode deixar de atravessar água simplesmente porque seu dono talvez nunca saia do asfalto. No luxo, algumas capacidades existem menos porque serão utilizadas todos os dias — e mais porque saber que elas estão ali também faz parte daquilo que se compra.

O Range Rover Electric mantém capacidade de travessia de até 900 mm de água. A eletrificação mudou o sistema de propulsão, mas não poderia retirar uma capacidade que há décadas faz parte da identidade do modelo. Crédito: Range Rover

120 kWh. O PROBLEMA NÃO É APENAS IR LONGE. É NÃO ESPERAR DEMAIS.

Colocar uma bateria de 120 kWh em um automóvel resolve parte de um problema e imediatamente cria outro. É muita energia para transportar. E muita energia para repor. Por isso, tão importante quanto a autonomia do Range Rover Electric é a velocidade com que ele consegue voltar à estrada. Em um carregador rápido DC de 350 kW, a Range Rover anuncia uma recarga de 10% a 80% em 22 minutos. Dez minutos conectados podem acrescentar até 125 milhas — cerca de 200 quilômetros — de autonomia. São números que mudam a conversa. Porque, em um automóvel desse porte e preço, a questão não é simplesmente se ele consegue percorrer centenas de quilômetros. É se a eletrificação começa a interferir em algo que o cliente de luxo talvez valorize ainda mais: seu tempo. Na tomada doméstica adequada, a lógica é outra. A marca informa cerca de nove horas para uma carga completa com um sistema AC de 19,2 kW — essencialmente uma noite na garagem. É um detalhe importante porque revela dois Range Rovers elétricos diferentes. Existe aquele utilizado diariamente entre casa, escritório, restaurante e aeroporto, que provavelmente começará quase todas as manhãs carregado. E existe aquele que precisa atravessar um país. É no segundo que 350 kW e 22 minutos deixam de ser números de ficha técnica e passam a determinar se a experiência continua parecendo luxo. A Range Rover parece ter entendido uma coisa que algumas fabricantes demoraram a perceber: o cliente premium não quer organizar sua vida ao redor do automóvel. Espera que o automóvel se organize ao redor dela. Talvez esse seja o verdadeiro desafio dos elétricos de luxo. Não basta serem silenciosos, rápidos ou tecnologicamente impressionantes. Precisam conseguir fazer a tecnologia desaparecer da experiência. E isso nos leva novamente ao princípio que parece orientar todo este projeto. O Range Rover Electric não quer que o proprietário pense constantemente que comprou um carro elétrico. Quer que ele esqueça.

Em uma estação rápida de 350 kW, a Range Rover informa que a bateria pode passar de 10% a 80% em 22 minutos. Dez minutos de recarga podem acrescentar cerca de 200 quilômetros de autonomia. Crédito: Range Rover

£154 MIL. MAS O QUE EXATAMENTE ESSE CLIENTE ESTÁ COMPRANDO?

No Reino Unido, o Range Rover Electric começa em £154.070. As encomendas já estão abertas, com versões SE, HSE, Autobiography, SV, SV Ultra e SV Black, além de uma First Edition criada especificamente para a estreia. É dinheiro suficiente para tornar irrelevante uma pergunta comum no mercado de elétricos: em quanto tempo a economia de combustível paga a diferença? Aqui, essa conta simplesmente não é o ponto. O cliente está comprando silêncio, conforto, desempenho e a possibilidade de dirigir um dos símbolos mais reconhecíveis do luxo britânico sem um motor a combustão trabalhando à sua frente. E há algo especialmente coerente nisso. Durante décadas, engenheiros de automóveis de luxo gastaram fortunas tentando esconder aquilo que acontecia mecanicamente sob o capô. Vibração precisava desaparecer. Ruído precisava ser isolado. Trocas de marcha deveriam ser quase imperceptíveis. O motor elétrico começa justamente onde boa parte desse trabalho queria chegar. A própria Range Rover afirma que esta é a versão mais silenciosa e com maior torque já produzida do modelo. São 550 PS e 850 Nm entregues por dois motores elétricos, suficientes para levar o SUV de 0 a 60 mph em 4,3 segundos. Mas velocidade talvez seja uma maneira pobre de medir o que aconteceu aqui. Porque o automóvel de luxo sempre teve uma relação curiosa com tecnologia: quanto mais sofisticada ela se torna, menos deveria exigir atenção. O ar-condicionado perfeito é aquele em que ninguém pensa na temperatura. Uma suspensão extraordinária faz o passageiro esquecer a estrada. O isolamento acústico funciona quando o mundo exterior simplesmente fica distante. Nesse sentido, eletrificar um Range Rover talvez não seja abandonar sua tradição. Pode ser levá-la às últimas consequências. A pergunta deixa então de ser “por que existe um Range Rover elétrico?” E passa a ser outra: por que demorou tanto?

Legenda: A partir de £154.070 no Reino Unido, o Range Rover Electric não tenta justificar sua existência pela economia de combustível. A proposta é usar a propulsão elétrica para tornar ainda mais silenciosa e effortless uma experiência que a marca constrói há décadas. Crédito: Range Rover

O FUTURO SERÁ CONSTRUÍDO NO MESMO LUGAR DO PASSADO

Há algo simbolicamente importante na escolha de onde produzir o primeiro Range Rover elétrico. Ele continuará saindo de Solihull, na Inglaterra, casa do Range Rover desde 1970. A mesma fábrica que atravessou mais de cinco décadas produzindo diferentes gerações do SUV agora precisou aprender a construir um automóvel sem motor a combustão. A mudança não foi pequena. Segundo a JLR, 9.000 funcionários de Solihull receberam capacitação ligada à eletrificação, além de outros 1.500 trabalhadores na região de West Midlands. A fábrica passa a produzir o Electric na mesma arquitetura flexível utilizada pelas versões a combustão, mild-hybrid e plug-in hybrid. Os componentes mais importantes dessa nova mecânica também permanecem britânicos. Em Wolverhampton, o Electric Propulsion Manufacturing Centre da JLR passou por uma transformação de 40.000 m². Foram instaladas 13 linhas para produção de baterias e unidades de propulsão elétrica, nove quilômetros de transportadores e nada menos que 182 quilômetros de cabeamento de energia e dados. Até aqui, tudo parece uma história industrial. Mas existe algo maior acontecendo. Em 17 de junho de 1970, o primeiro Range Rover foi apresentado com motor V8 de alumínio, tração integral permanente e freios a disco nas quatro rodas. Era uma tentativa de combinar duas coisas que até então pareciam incompatíveis: a capacidade de um veículo fora de estrada com o conforto de um automóvel de passeio. Cinquenta e seis anos depois, a pergunta mudou. Agora a Range Rover precisa descobrir se consegue preservar aquela mesma identidade quando desaparecem o V8, o escapamento e boa parte da mecânica que acompanhou sua história. E decidiu fazer essa transição sem abandonar Solihull. Há uma bela ironia nisso. O Range Rover mais diferente já produzido será construído no mesmo lugar onde tudo começou. Talvez seja outra pista para entender este carro. A Range Rover não parece interessada em apagar seu passado para provar que chegou ao futuro. Está tentando levar o passado junto.

Solihull produz Range Rovers desde 1970. Para receber o primeiro modelo totalmente elétrico, 9.000 trabalhadores da fábrica passaram por capacitação ligada à eletrificação. Crédito: JLR

MUDOU TUDO. O SEGREDO ERA NÃO PARECER.

O primeiro Range Rover nasceu em 1970 tentando resolver uma contradição. Precisava atravessar lama, água e terrenos onde automóveis de luxo normalmente não chegavam — mas também precisava levar seus ocupantes até lá com conforto. Décadas depois, essa combinação deixou de parecer estranha. Virou categoria. E o Range Rover passou de ferramenta britânica de campo a objeto estacionado diante de hotéis, restaurantes, casas e aeroportos ao redor do mundo. Agora surge outra contradição. Como retirar uma das partes mais fundamentais de um automóvel — seu motor a combustão — sem retirar aquilo que fez as pessoas desejarem aquele automóvel? A resposta da Range Rover foi curiosamente conservadora. Não criou uma submarca elétrica. Não desenhou um SUV com aparência de nave espacial. Não encheu a carroceria de elementos destinados a avisar ao vizinho que ali existe uma bateria. À distância, talvez seja necessário conhecer bastante o modelo para perceber a diferença. Por baixo, porém, praticamente tudo mudou. São 120 kWh de bateria, dois motores elétricos, 550 PS, 850 Nm, arquitetura de alta voltagem, gerenciamento eletrônico de torque e quase 2,9 toneladas. A Autocar, depois de dirigir o modelo definitivo, resumiu bem a transformação: a aparência familiar esconde um conjunto de propulsão completamente novo. E talvez essa seja a decisão mais sofisticada deste projeto. Durante algum tempo, o automóvel elétrico precisou parecer diferente porque ser elétrico era, por si só, o produto. Agora começamos a entrar em outra fase. A tecnologia deixa de ser o espetáculo e passa a ser infraestrutura. Isso é particularmente importante no luxo. Um grande hotel não precisa explicar ao hóspede a engenharia que permite que o quarto permaneça silencioso. Um relógio extraordinário não exige que seu proprietário compreenda cada componente do movimento para apreciar aquilo que está no pulso. E um Range Rover talvez não precise transformar a eletrificação em sua personalidade. Precisa apenas continuar sendo bom naquilo que fez seu nome. Silencioso. Confortável. Capaz de atravessar lugares onde provavelmente nunca será levado. E reconhecível sem precisar explicar quanto custou. Há inclusive um risco interessante nessa estratégia. O Range Rover Electric chega justamente quando o entusiasmo por grandes elétricos de luxo esfriou em alguns mercados — questão que a própria Autocar levantou ao analisar as perspectivas comerciais do modelo. Isso torna o experimento ainda mais importante. Porque, se funcionar, talvez o Range Rover Electric demonstre que o próximo capítulo dos carros elétricos de luxo não será vencido pelo modelo que mais parece elétrico. Mas pelo que conseguir fazer o proprietário pensar menos nisso. Depois de 56 anos, o Range Rover mudou uma das coisas mais fundamentais que existiam dentro dele. E fez um esforço extraordinário para continuar parecendo o mesmo por fora. No luxo, talvez isso não seja conservadorismo. Talvez seja confiança.

: Depois de 56 anos, o Range Rover troca uma das partes mais fundamentais de sua mecânica sem tentar reinventar a própria identidade. Talvez seja justamente essa a aposta: fazer a eletrificação desaparecer dentro da experiência. Crédito: Range Rover / Divulgação

OAK EM 30 SEGUNDOS

Range Rover Electric Motorização: dois motores elétricos, tração integral Potência: 550 PS / aproximadamente 542 hp Torque: 850 Nm Bateria: 120 kWh Autonomia WLTP: até 372 milhas / aproximadamente 599 km 0–100 km/h: cerca de 4,5 s Recarga rápida: até 350 kW 10–80%: aproximadamente 22 minutos Peso: 2.885 kg Travessia de água: até 900 mm Produção: Solihull, Inglaterra Chegada às ruas: 2027 O olhar da OAK: ★★★★★ Não porque seja elétrico. Mas porque a Range Rover entendeu algo que o mercado de luxo às vezes esquece: uma inovação não precisa chamar atenção para ser importante.